MORRER TAMBÉM CANSA (SOBRETUDO PORQUE MORREMOS AOSPOUQUEXINHOS” )

A mim can­­sam-me as con­ver­sas que come­çam por “ dan­tes é que era bom” quan­do as pes­so­as pas­sa­vam fome, anda­vam des­cal­ças e as mais sor­tu­das com­ple­ta­vam a 4ª clas­se. Can­­sam-me as opi­niões dema­gó­gi­cas que come­çam por “ Os nos­so filhos é que vão her­dar esta mer­da” enquan­to os entu­pi­mos de comi­da plás­ti­ca, açú­ca­res, fari­nhas trans­gé­ni­cas e anti­bió­ti­cos. Can­­sam-me as Ler Mais …

Porque é que amo Karl Lagerfeld e fiquei de rastos com a sua morte

O luxo é com­bi­nar a espon­ta­nei­da­de de uma t‑shirt com um ves­ti­do mui­to dis­pen­di­o­so” dis­se o Kai­ser, como Karl Lager­feld era conhe­ci­do no meio da moda. Esta é, das fra­ses que lhe são atri­buí­das, aque­la com que mais me iden­ti­fi­co. Não nas­ci par­ti­cu­lar­men­te deten­to­ra de uma bele­za clás­si­ca, em vez dis­so, des­de mui­to cedo, per­ce­bi que Ler Mais …

O filho pródigo

- Car­los Antu­nes o que é que estás a fazer filho? — A ten­tar ler um livro mãe… — Ai minha Nos­sa Senho­ra, Filho da San­tís­si­ma Trin­da­de, Jesus glo­ri­fi­ca­do e pos­to na Cruz por­que te sacri­fi­cas­te? A LER UM LIVRO? Mas que é isso Senhor, filho meu não… . Mas, mãe­zi­nha é só um ino­fen­si­vo livro… — Filho, sabes o sacri­fí­cio que o teu Ler Mais …

Bolinhos de Ovomaltine com frutos secos

Quem tem a cora­gem de admi­tir que não há uma estro­fe poé­ti­ca em cada fatia de bolo de cho­co­la­te? Ou uma pro­sa nada pro­sai­ca numas deli­ci­as de coco? Quem já não mor­reu de amo­res por um peda­ço de quin­dim? Quem não res­sus­ci­tou a sua veia líri­ca quan­do a lín­gua tocou a maci­ez de um pudim de ovos casei­ro? E os Ler Mais …

O Guardador de Sabedorias

Dir-se-ia que ele per­so­ni­fi­ca­va o autên­ti­co pilar essen­ci­al de um mun­do em vias de extin­ção, onde a hon­ra e a vir­tu­de eram mais impor­tan­tes que o “poli­ti­ca­men­te cor­re­to”. Quan­do o lei­te, como ali­men­to indis­cu­tí­vel, pro­vi­nha da vaca e os “sem glú­ten” ain­da não tinham con­quis­ta­do o pala­to do povo.

A sua con­ver­sa total­men­te “démo­dé”, não acu­sa­va, assim, os fil­tros “ins­ta­gra­mi­cos”, pelo que incluía amiú­de os pro­vér­bi­os, *PETA- cen­su­ra­dos, do tipo “Pegar o toi­ro pelos cor­nos” ou “Matar dois coe­lhos de uma caja­da­da só”. Ler Mais …