Solilóquio

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A soli­dão
não é,
 Ela é só
 um esta­do de alma,
 Se até a tua som­bra te aban­do­na no breu,
 quan­do a noi­te cega tra­ga o céu
 e con­fun­des o silên­cio com a cal­ma.

Estar acom­pa­nha­do
não é.
Se ele é só o teu espe­lho,
o inver­so e o aves­so de ti.
Com­pa­nhia é ser dife­ren­te e haver dico­to­mia,
é ter na dis­cus­são o acen­to e a razão
mas, tam­bém ceder sem mor­do­mia.

O amor
não pode ser,
Ele é tão ina­ca­ba­do,
imper­fei­to, impu­ro, exaus­to,
Um minu­to de geo­me­tria
Mal acon­te­ce já não é,
na con­tra­di­ção inex­pug­ná­vel
De ser físi­co e impal­pá­vel.

O adeus,
que é antes de ser,
Pro­mes­sa para os que ficam,
Fé para os que par­tem,
o ges­so do ges­to,
o sal onde a flor não medra.
Essa espe­ra a que cha­mam sau­da­de
que endu­re­ce a pedra
E que ao tem­po rou­ba a ida­de.

A vida,
É,
Essa cor­te­sia
Da Fé de cada um.

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Paula Lamares

Depois fui amanhecendo, um fiozinho de mim por ali afora, dias adentro de varanda ao colo. Até que comecei a pegar aos poucos na rédea do enfado, a realidade menos pegajosa e morna, devagarinho a vestir-me de mim:... Acendia-se as primeiras luzes na serra. Se me desse na veneta hoje voltaria a escrever. Desde então não paro de nascer.
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